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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A saudade que dá quando a vida volta ao normal

O que eu mais fiz desde que o ano virou foi aproveitar o conforto do meu lar junto da Maria e da minha irmã Glória. Foram poucos os dias em que fiquei longe de casa e delas, principalmente depois que as festas acabaram, a family voltou ao trabalho e eu fui delegada a cuidar das meninas. 
E o cuidar significa: arrumar a casa, cozinhar, dar almoço, lanche, jantar, lavar, passar roupas e ficar o dia todo no pé pra não causarem comigo, elas causam MUITO!
Nos primeiros dias foi foda, não tinha o hábito da rotina de uma casa há tempos, não sei cozinhar muito bem então demorava horas e horas pra fazer um almoço e fazer elas me respeitarem no começo foi difícil. 
Há tempos não passava tanto tempo com a Maria, não a via acordar, não olhava praquela carinha sonada dela toda manhã e ouvia todas as suas chatices fulltime. 
Há tempos não dormíamos por vários dias seguidos juntas e fazíamos coisas juntas.
Fizemos sessão cinema algumas vezes, ficamos acordadas até tarde por várias.
Fomos quase todos os dias á piscina. 
Pude ver na rotininha que criamos como ela cresceu e está crescendo a cada dia. 
Eu aprendi a cozinhar direito, aprendi a tentar variar o cardápio e ela gostou tanto das minhas comidas, fiquei feliz.
Ensinei ela a ser um pouco mais independente, a ter mais confiança e a fazer as coisas sozinha, fez várias amigas só dela no meu condomínio e o dia todo era um entra e sai de criança que ó.
Maria me ensinou muitas coisas nesses dias também, que tenho que ter mais paciência e entender que ela não consegue fazer tudo que eu peço, ela tem 7 anos e tem suas limitações de 7 anos.
Nós dançamos todos os dias na sala à tarde, elas me ajudavam a arrumar as coisas, a casa ficou agitada de vibe criança, os brinquedos ficavam espalhados mesmo e a gente nem ligava pois estávamos de férias juntas, por vários dias seguidos e foi tão delicioso que quando as aulas começaram essa semana, todas se foram e a vida voltou ao normal. 
Meus dias estão tão quietos... minhas tardes ficaram chatas. Tão silencioso, tão sozinho. 
Agora almoço sozinha, fico a tarde toda sozinha, vou a piscina sozinha, eu fico em silêncio o dia todo... sozinha... 
Não faz nem dois dias, meu coração tá apertado de saudade dela.
Espero que as próximas férias cheguem logo pois quero toda zona kids de novo pra mim.

Ás vezes é tão difícil essa escolha que eu fiz... 




















* * *



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

My day so far in no particular order








Sobre o feriado e nada mais além de nada mais.... 


Fotos por Glória Luisa, 9 anos. 
Créditos para Kor Atelier pela bolsa linda que ganhei das Marinas. 

Ps- Esse blog vai voltar à ativa, nem que seja na marra. 


sábado, 8 de agosto de 2015

A volta de volta.

Últimamente tenho tido muita vontade de voltar a escrever e compartilhar coisas aqui no blog de novo, aqui sempre foi o meu mundinho, há anos. E sempre há pessoas que dizem: "mas é se expor demais"ou "você não precisa compartilhar tudo da sua vida na internet". Eu SEMPRE compartilhei tudo da minha vida, as coisas boas e as ruins de uma forma legal, talvez só pra mim, talvez pra outras pessoas, as vezes há alguém vivenciando uma situação parecida, como muitas vezes já aconteceu, e isso conforta muitas vezes, sei lá, só sei que nesses últimos dois anos eu me deixei de lado, ouvi muitas críticas o que acabou me afastando de mim e daqui um pouco.

Enfim, só sei que estou enclausurada em casa faz duas semanas, uma por opção e a outra fiquei doente e foi ótimo pois conseguir me ver de novo, dar uma clareza para me re-organizar novamente na vida, nos meus círculos sociais e ver onde realmente eu quero estar.

Me decepcionei um pouco com as pessoas, percebi que afastei todos os meus amigos leais, de bem, por ter estado dentro de um relacionamento onde eu mergulhei de cabeça e vivi uma vida paralela. (na real não houve espaço pra trazer eles comigo e a culpa é minha, eu sei) Com o tempo, fui deixando todo mundo de lado, até que percebi que eu não tinha mais ninguém. Estava praticamente sozinha e isso foi o maior baque pra mim, a dor de perder os amigos é muito mais doída do que de perder um namorado ou um relacionamento. Os amigos não eram meus e eles também se foram com o final do relacionamento. (normal né)
Aí o que? fiquei sozinha. hehe mas foi bom pra eu aprender e que isso sirva de lição para todo mundo, nunca SE deixe por ninguém. Nunca deixe TUA vida por alguém. Sempre seja você e se tiver que mudar que mude de relacionamento! Caguei!

Tenho tentado resgatar um pouco de mim aqui e que, por fim, nesse momento, estou sentindo a necessidade de voltar pra cá. Pro meu mundo, pro meu universo. Sem medo, sem vergonha, sem pensar "no que estão pensando" ou "no que as pessoas vão dizer" como eu sempre fiz. Muito clara e objetivamente.

Tenho estado bem quieta, escrevendo, lendo, vendo filmes e quero compartilhar. Nem que seja somente pra mim, pois escrever me dá um alívio na alma tremendo.
Fiz uma compra boa de livros, alguns já li, outros estou lendo e estou pensando em fazer uma coluninha semanal aqui sobre eles, outra sobre os filmes.

Nesse tempo meu comigo mesma, cuidei de mim como não cuidava há tempos. Cuidei da pele, do cabelo, estou cheia de dicas legais das coisas que andei fazendo.

Fui viajar sozinha, fui viajar com a família, passei muitos dias com a Maria, passeei, passeei, passeei e vivi!

E eu sei que a dúvida fica na cabeça, "mas e aí, a Karina não trabalha?" Não.
Eu como já disse por aqui (acho) larguei meu emprego no ano passado e desde então voltei a freelar com produção nas publis, fiz coisas boas o que me deixou confortável até o presente momento, porém o mercado está bem parado, todo mundo que trabalha com publicidade está sentindo e eu estou a  procurar um trabalho fixo (ai adoro eles, adoro rotina, horários etc. me chamem de louca, mas eu amo) no ramo editorial, quero trabalhar com o que eu gosto. Livros. Leitura, Revista, por aí, to indo. Vendo algumas opções....  (se alguém souber algo, meu email é karinakohatsu@gmail.com)

Estou me sentindo leve, como não me sentia há tempos, me sentindo em paz. Sentindo que aquela sensação de nuvem negra está passando, retomando a vida aos poucos e voltando a fazer as MINHAS coisas sem julgamento de ninguém e já já tudo estará em ordem de novo.

E vamo que vamo meu povo!!!!!

Uma playlistzinha que eu fiz recentemente pra uma amiga. Dá o Play!








. . . 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Escolhas.

Sumi por uns dias, peguei um filminho pra produzir junto com a minha companheira/fiel escudeira Roberta Boromello. Voltar ao set depois de tanto tempo é tão bom!

Recebi um email, vamos assim dizer, desesperado de uma mãe amiga que não está conseguindo lidar com a vida materna X separação X trabalho. Eu ia responder diretamente pra ela mas achei legal fazer um post sobre pois aprendi a lidar muito bem com essa situação sem torná-la um sofrimento pra ambas as partes e tb já recebi vários emails de outras mães com a mesma dúvida. Como não se sentir uma péssima mãe por não estar 24 horas por dia presente.
Contando um pouco da minha experiência em relação a isso, acho que serve como um conforto também pra outras mães que estão passando por esse momento, que eu sei, é muito difícil, como não se sentir uma bosta de mãe, como lidar com a separação de uma forma que não afete os filhos, como ter que ir trabalhar e deixar o filho em período integral na escola, ou mesmo, optar por não ficar com o filho pois precisa trabalhar e ele viver com o pai (no meu caso).
Passei por tudo isso, já faz um ano, ainda é difícil ficar longe da minha filha a semana toda e só vê-la nos finais de semana, isso se eu nao estiver trabalhando como aconteceu nesse final de semana que passou. Eu tive que trabalhar e não a vi ainda.
A separação é muito difícil, o segredo da vida é conseguir ter um bom relacionamento com o ex e sua família. Eu tive essa sorte, minha filha vive com os avós e o pai agora. Já mencionei sobre isso em algum post.
No começo os filhos sentem mesmo, eles ficam mais agressivos, batem nos amigos da escola, mas com o tempo isso passa, eles se adaptão rápido a novas situações, eles estão aprendendo sobre a vida e se adaptando com tudo que acontece em volta deles. É sempre bom conversar, mostrar coisas boas sempre, estar presente o máximo que puder, no meu caso, tento estar presente o máximo que eu posso estar. Os finais de semana são sempre dela, haja o que houver, só quando preciso trabalhar, aí não tem escolha, preciso e tento compensar essa falta em outros dias. Ela sabe, ela sente falta, mas aos 4 anos ela entende que a mãe dela a ama demais, e ela me ama também, mesmo não estando presente sempre.
Somos uma geração de workaholics, trabalhamos demais, curtimos de menos e com filhos, fica tudo mais difícil e confuso, precisamos fazer escolhas. Mas qual é a melhor escolha?
Aí vai de cada um, descobrir e se ajustar a uma nova vida, ou de trabalho, ou de separação, se ajustar para que todas as partes saiam bem e é claro, tudo que é novo da trabalho, é difícil, mas com o tempo fica mais fácil. Dói menos.
Se a opção for deixar o filho 10 horas por dia na escola, deixe, você precisa trabalhar não precisa? Então faça disso uma coisa legal, se divirta, crie uma rotina bacana, não sofra, acorde feliz, leve o filho até a escola, diga coisas bonitas, trabalhe, volte para buscar e aproveite cada momento junto.
Nossos filhos nos amam independente do que aconteça.
Minha mãe me teve muito jovem, sempre trabalhou fora, morou anos fora, fui criada pelos meus avós e sempre amei ela igual, levo como exemplo sabe.
Um dia eles crescem e vão te admirar muito pelo esforço e garra, de uma mãe que lutou pra dar amor e atenção o máximo que pode.

Não tenha medo! Respira fundo e vai!

Bom dia!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A minha família normal.

E no final de semana minha irmã menor vira e pergunta: "Porque não podemos ter uma família normal? Porque se somos uma família, não moramos todos juntos pelo menos no mesmo país?"

Mas o que é uma família normal?

Sim, a minha família é normal, dentro, é claro, de todo nosso lifestyle.

Mas fica a pergunta, o que é uma família normal? Daquelas que vemos na tv, americanizadas, que tem pai que trabalha fora e mãe dona de casa... Tudo bem se sua família é assim, mas o que mais preocupa é, que tipo de padrão de família estão colocando na cabeça dos nossos filhos. Esse?
Temos todos que ser iguais?

Minha família é mais que normal, pela primeira vez em anos, estamos morando no mesmo país exceto minha irmã do meio que continua em Lisboa pois ela vive com a mãe e tem 14 anos.
Minha mãe voltou a morar no Brasil em fevereiro depois de uma temporada longa de anos vivendo fora por conta do trabalho do meu padrasto, último país, Cazactão.
Meu padrasto voltou de lá há um mês para ficar. Pronto. Todos de volta!
Glorinha, minha irmã das perguntas, nasceu em Portugal, passou seu primeiro e segundo aniversário com a minha outra irmã que vive lá, três e quatro anos passou aqui no Brasil comigo, a irmã mais velha, cinco anos passou sem nenhuma das irmãs pois estava morando no Cazac, e aos seis anos, pela primeira vez, as duas irmãs juntas comemorando. Acho que ela ficou confusa.
Fora que ela é tia da Maria que tem apenas um ano e meio a menos do que ela.

Eu moro sozinha, Maria mora com o pai. Mas nos finais de semana todos nos juntamos e formamos uma enorme família. Como fizemos nesse último feriado, estávamos, pela primeira vez em tempos, a família toda completa.
Todos no mesmo país, na mesma casa, aquela confusão de manhã, aqueles almoços barulhentos e conturbados, fila pro banho, bagunça pela casa (da mamis), passeios, etc. Até no sábado quando minha irmã do meio voltou pra sua terra.
E no domingo, eu voltei pra casa e Maria pra casa dela.
Glorinha continuou em casa com a minha mãe e meu padrasto.

E até o próximo final de semana normal Glorinha... =)

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Até logo mana! @afilipa

Pai e mana.