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domingo, 31 de janeiro de 2016

Sobre os olhares alheios quando você fala que trabalha com moda

Eu hoje antes de começar a escrever esse texto abaixo. Glamour zero!

Estava eu outro dia numa roda de amigos, amigos de outro amigo meu que eu não conhecia e, enfim, eu estava ali, conversando e tal... Daí que me chega aquele crítico momento da vida que eu ODEIO (por isso eu falo que eu morro de preguiça de conhecer gente nova, ou mesmo, quando eu estava solteira, de conhecer alguém novo e me chegar essa pergunta) O QUE VOCÊ FAZ?
Ai gente, eu quero morrer quando me fazem essa pergunta. JURO!
Eu até hoje não sei o que eu faço. Respiro? Vivo? Tô aqui? Bebo com amigos? Danço? Ouço música? Escrevo baboseiras no sunglassesss? Num sei o que eu faço...
- Tá, mas o que você faz como profissão?
(Sério? pois bem, vamos lá....)
- Ah, várias coisas... mas trabalho com moda e tenho um blog.
Aí você vê a cara da pessoa de decepção.
A cara se fecha, a pessoa dá aquele suspiro de tipo, ah... legal. Mas lá dentro do cérebro ela pensa assim de você " tadinha" ou  "que bosta"
Eu percebo muito isso pois já vi e vivi essas caras muitas e muitas vezes. 

O mundo da moda foi muito estereotipado depois que "fazer moda" virou moda, e daí vieram algumas meninas ricas vide BLOGUEIRAS que tomaram conta da internet, ficaram famosas mostrando suas vidas maravilhosas e suas roupas caríssimas, suas viagens exóticas pelo mundo, suas milhões de compras desnecessárias gerando pra nós, pequenos trabalhadores de moda, um esteriótipo de que se trabalhar com moda é viver na futilidade, ser apenas um ser fútil, consumista e burro.

Uma coisa eu tenho que concordar nessa vida. Só se ganha muito dinheiro com moda quem já nasceu rico. De resto é uma camelação só. Zero glamour.

Óbvio que existem MUITOS desses esteriótipos por aí, mas a gente, nós aqui, que convivemos com o povo que trabalha com moda e tal, sabemos distinguir a blogueira fútil e nem queremos saber nada delas  e a blogueira que apenas tem um blog, de moda também, com várias outras vertentes, outros assuntos e sabemos que é legal. 
MASSSS os amigos do meu amigo não sabiam disso pois não convivem com esse mundo (eu disse convivem e não conhecem, sem julgamentos) e rolou a tal da cara. Mas tudo bem né? Nós, camelos, já estamos acostumados e super entendemos a tal cara. 

E daí, sei lá porque hoje, encafufei com essa questão e aqui vos escrevo.

Há um certo pré-conceito em torno de algumas profissões que ó, vô te falar viu! Enche o saco! 
Com o povo do teatro, com os escritores, com os bailarinos, com os ativistas e por aí vai. (pois sempre vem a pergunta depois que fica intimo né? E VOCÊ GANHA DINHEIRO COMO?)

Uma coisa que eu tenho pra falar por mim, Karina, é que escolher essas profissões não é nada fácil, pois você ganha dinheiro sim, ralando que nem um FDP. Fazendo um milhão de coisas ao mesmo tempo, freela aqui, freela ali, um job aqui, outro ali e por aí vai. Mas por exemplo, quem escolhe trabalhar com, vamos dizer, artes, já sabe que está predestinado a isso e só escolhe pois é puro amor mesmo. 
No meu caso por exemplo, nunca escolhi nada, nunca fiz faculdade de nada e fui sendo direcionada pela vida a esse caminho da moda e tento fazer dele do melhor jeito possível. 
Tenho um blog? Tenho! 
Escrevo e falo sobre moda? Sim!
Faço selfie no espelho e dou uma agachadinha? Faço!
Adoro roupas e consumo? Adoro, mas adoro e consumo de uma forma muito mais consciente.
Será que está surgindo o novo bicho-grilo-da-moda? ixi. 

Há tantos sites e blogs de moda que são tão legais, pessoas que vivem de seus blogs, são blogueiras mesmo fazendo coisas muito legais, há tantas pessoas das modas fazendo trabalhos de moda tão bacanas, tão inteligentes. 
Há o Modices, um site de moda consciente que fala sobre a real das modas e sobre vida sem e esteriotipação da vida.
Há o Um ano sem Zara da Joana que é tão real quanto nós seres humanos reais, que amamos moda e não somos milionários.
Há o Modefica que escreve e mostra a moda consciente desde as matérias primas até estilo de vida, eu amo esse site!
QUE mulher nessa vida que não gosta de dicas boas de roupas?
Há o Men Repeller da Leandra Medine, que desconstrói todo site fútil de moda por aí de uma forma muito bonita e inteligente. 
Há o Yvan Rodic, mais conhecido como Face Hunter, que é um fotógrafo de moda de rua, que viaja pelo mundo e mostra as diferentes vertentes da moda real de rua e culturas pelo mundo. Eu pago um pau federal pra ele, e já fui clicada uma vez por ele láaaa nos primórdios. 
Há um tal de Sunglassesss aí de uma tal de Karina que parece ser legalzinho também..... rs

Há tantas gentes fodas e incríveis nas modas, há tantas coisas legais e bonitas que nós, povo das modas fazemos. E esse texto é pra vocês, que fazem "aquela cara" quando a profissão do amigo não é o padrão clichê de sabedoria e riqueza. que nem vale a pena citar aqui, vide advogados, médicos, arquitetos, etc.RS 

Moda não é só glamour, moda não é sinônimo de burrice, moda não é só futilidade e egocentrismo.
Moda é legal, só saber olhar com os olhos e o coração aberto pra distinguir o que é bom de moda pra você. O que encaixa no lifestyle que você vive. 

Até hoje eu não sei essa resposta direito. O QUE VOCÊ FAZ?
Tanta coisa...... rs
Não tem um nome pra tudo que eu faço, eu trabalho com moda mas não tô trabalhando no momento e tenho um blog. De resto, eu to aqui, escrevendo esse texto num domingo calorento, bebendo uma cerveja, preparando um post pra essa semana explicando o que é um guarda-roupas cápsula e vivendo o domingo do meu jeitinho pois amanhã é segunda e eu preciso arranjar um emprego que me dê um dinheiro, pois trabalhar de graça eu já tô trabalhando pra maior galera.

Pensado bem, mas bem pensado mesmo, talvez eu tenha um medo de conhecer gente nova por puro escudo de medo de receber esses olhares e ser julgada por não saber explicar em uma palavra só a minha profissão.

Bom domingão gentem!!!!

* * * 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Os sorrisos imaginários

Não tenho sorrido muito pras coisas não.
Não tenho vivido muito do jeito que eu gostaria.

Tenho ouvido muita música e isso sim me faz sorrir um pouco.
Tenho ficado em estado apático por alguns momentos, eu gosto disso. 
Tenho pensado muito e ás vezes me dá saudade.

A vida tá passando. 
O carnaval tá chegando de novo. 
E tá frio. Em pleno carnaval. 
Que doidera.

O el niño bombando, o coração se despedaçando, a vida se esvairindo e indo.
Ou não.


mais divagações da madrugada..... 

As expectativas que a gente cria e que não nos levam a nada

Meu padrasto sempre repete essa frase: Nunca crie expectativas!
Criar expectativas sobre algo ou alguém é a pior coisa que existe no mundo, é uma maluquice fantasiosa que corrói dentro da cabeça.
Venho treinando esse sentimento (será que podemos chamar isso de sentimento?) todos os dias por anos. Algumas vezes consigo, outras vezes não e assim vai-se seguindo.

Ás vezes falho, e aí que o bicho pega.
Criar uma expectativa gera transtornos psicodélicos, uma confusão tamanha que para descriar é dose!
Eita cabeça que não para! Eita coração que sofre! Eita, Eita.

Estar praticamente ociosa faz isso com a gente né? Criando expectativa de tudo, de que as coisas vão se arrumar, de que as pessoas vão se ajeitar na nossa vida do jeito que imaginamos, de que o mundo vai conspirar ao nosso favor, e daí o que acontece? Nada. Simplesmente nada acontece. Ficamos na mesma, do jeito que começou, termina e a vida segue.

* * *

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O blockzão nosso de cada dia



E do nada, quando você está no auge do alavanco pra frente, a vida tenta te declinar, te puxar de volta, te desestruturar, te deixar dum jeito que o pensamento em desistir passa forte pela cabeça.

Por que será que quando a gente leva aquele BLOCKzão da pessoa que gosta e não deveria mais dói mais do que o próprio término do namoro.
Saber que a pessoa não está mais ali, por que será que dói tanto?
Será ego? Será aquele gostinho de saber que mesmo que não tenha mais fisicamente, ali ela está. E daí do nada, no meio de uma conversa aleatória, bum. Quase que como um gps quando "você chegou ao seu destino" Você está bloqueada! 

Dói saber que você não saberá mais dele, dói saber que por alguma coisa dentro da cabeça da pessoa, você não é mais bem vinda ali. É muito difícil aceitar isso, porém, é um crescimento saber aceitar que você não é mais querida no recinto. 
E entender que pode não ser total culpa sua  (isso eu já aprendi, já parei de sofrer e achar que tudo era culpa minha quando não era, já me culpei e me julguei muito) Não sabemos e nunca saberemos o que se passa dentro da cabeça da outra pessoa e a única coisa que podemos fazer é dar um piti e quebrar a cara dele é aceitar, entender e seguir em frente. 

Aí você que lê pensa, ai Karina, que desnecessário esse post, pra que falar de coisa deprimida. Porque coisas deprimidas também fazem parte da vida de qualquer ser humano, porque não somos felizes o tempo todo, porque eu sinto a necessidade em escrever o que sinto e me faz um bem danado tudo isso. Porque quando eu escrevo tiro de dentro do peito aquela bola baforosa que aperta lá no fundinho e me dá vontade de mandar tudo a merda e viver dançando feliz pelo resto da minha vida. Só por isso, e se o intuito é falar somente sobre coisas bonitas e felizes, esse intuito não existe aqui nesse cantinho. Porque aprendo com a dor a viver uma vida feliz, porque não me apego a tristezas, elas passam, porque uso tudo isso como inspiração pra mim mesma a seguir conquistando. Porque amanhã quando eu acordar eu já vou ter chorado e a tarde vou beber cerveja com meu amigo e dar boas risadas seguindo nosso cronograma da supersemana e rir da minha própria cara por ter passado por isso. 

E assim a vida continua seguindo..... 

* * *



Now that you've found it, it's gone
Now that you feel it, you don't
You've gone off the rails

So don't get any big ideas
They're not going to happen
You'll go to hell for what your dirty mind is
thinking 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O que é amor pra você?

Você acredita no amor? Me perguntou outro dia um amigo enquanto eu exorcizava todo meu EU coração pra ele sobre a vida e meus "amores" .
Não sei mais o que exatamente é o amor. Já amei tanto, já me apaixonei muito e me entristeci outras tantas vezes que perdi realmente o parâmetro do que é o amor.
O amor de verdade, eu acredito que temos apenas uma vez na vida. Eu já amei de verdade. Já fui muito amada e um dia acabou.
Então, se acabou, será que existe outro amor pra amar e ser amado?

Dizemos "eu te amo" quando estamos apaixonados, paixão é outra coisa. Paixão passa.

Eu amo a minha filha, amo a vida, amo minha família, amo música bonita e amo quem diz que ama.
Amo a praia, o mar, o frio de noite, o sol no outono, o cheio das rosas e a cor do céu em dia nublado.
Amo quem sabe desenhar, amo gente que produz coisas bonitas. Amo gente que lê, amo gente que conversa, amo a sutileza das coisas e amo quem ouve e divaga os devaneios da vida.

Mas esse amor é outro.

* * *