E aqui estou eu novamente tentando voltar com um pedaçinho de mim.
Não há o que dizer sobre o sumiço temporário de alguns poucos 300 dias ou mais, somente que foram mais de 300 dias necessários pra eu voltar e conseguir vomitar aqui tudo que infla meu estômago toda vez que ele está prestes a explodir. Toda vez que meus pulmões se enchem de ar e eu necessito de dar aquela golfada forte, expelindo todos as coisas bonitas que eu vivo e vejo por aí.
E é muito necessário voltar pra cá ás vezes. Ou, talvez, nunca ter saído.
E como eu sempre digo, isso aqui é somente um lugar para deixar registrado, pra mim mesma, tudo que me interessa e lá na frente poder olhar pro passado e encher meu coração de boas lembranças.
Talvez, quando a Maria crescer, ela olhe tudo isso aqui e sirva de inspiração pra ela ter boas referências de tudo nessa vida.
Dos livros, das músicas, do lifestyle, de amor, muito amor. Pois esse blog foi criado em 2009 pra ela, quando ela ainda era bebê e vem se modificando desde então conforme a banda vai passando a vida vai passando, pois a gente se modifica com o tempo, a gente cresce, evolui, muda o estilo, a música, a roupa, os amigos, a vida. E não há nada mais maravilhoso do que SE ver crescer. Se ver modificando, pra melhor. Não há nada mais delicioso de se viver bem com você mesmo, tomando, finalmente, algumas das escolhas mais certas que alguém já pôde fazer na vida e perceber que o esforço vale a pena, e muito!
O que eu mais fiz desde que o ano virou foi aproveitar o conforto do meu lar junto da Maria e da minha irmã Glória. Foram poucos os dias em que fiquei longe de casa e delas, principalmente depois que as festas acabaram, a family voltou ao trabalho e eu fui delegada a cuidar das meninas.
E o cuidar significa: arrumar a casa, cozinhar, dar almoço, lanche, jantar, lavar, passar roupas e ficar o dia todo no pé pra não causarem comigo, elas causam MUITO!
Nos primeiros dias foi foda, não tinha o hábito da rotina de uma casa há tempos, não sei cozinhar muito bem então demorava horas e horas pra fazer um almoço e fazer elas me respeitarem no começo foi difícil.
Há tempos não passava tanto tempo com a Maria, não a via acordar, não olhava praquela carinha sonada dela toda manhã e ouvia todas as suas chatices fulltime.
Há tempos não dormíamos por vários dias seguidos juntas e fazíamos coisas juntas.
Fizemos sessão cinema algumas vezes, ficamos acordadas até tarde por várias.
Fomos quase todos os dias á piscina.
Pude ver na rotininha que criamos como ela cresceu e está crescendo a cada dia.
Eu aprendi a cozinhar direito, aprendi a tentar variar o cardápio e ela gostou tanto das minhas comidas, fiquei feliz.
Ensinei ela a ser um pouco mais independente, a ter mais confiança e a fazer as coisas sozinha, fez várias amigas só dela no meu condomínio e o dia todo era um entra e sai de criança que ó.
Maria me ensinou muitas coisas nesses dias também, que tenho que ter mais paciência e entender que ela não consegue fazer tudo que eu peço, ela tem 7 anos e tem suas limitações de 7 anos.
Nós dançamos todos os dias na sala à tarde, elas me ajudavam a arrumar as coisas, a casa ficou agitada de vibe criança, os brinquedos ficavam espalhados mesmo e a gente nem ligava pois estávamos de férias juntas, por vários dias seguidos e foi tão delicioso que quando as aulas começaram essa semana, todas se foram e a vida voltou ao normal.
Meus dias estão tão quietos... minhas tardes ficaram chatas. Tão silencioso, tão sozinho.
Agora almoço sozinha, fico a tarde toda sozinha, vou a piscina sozinha, eu fico em silêncio o dia todo... sozinha...
Não faz nem dois dias, meu coração tá apertado de saudade dela.
Espero que as próximas férias cheguem logo pois quero toda zona kids de novo pra mim.
E do nada, quando você está no auge do alavanco pra frente, a vida tenta te declinar, te puxar de volta, te desestruturar, te deixar dum jeito que o pensamento em desistir passa forte pela cabeça.
Por que será que quando a gente leva aquele BLOCKzão da pessoa que gosta e não deveria mais dói mais do que o próprio término do namoro.
Saber que a pessoa não está mais ali, por que será que dói tanto?
Será ego? Será aquele gostinho de saber que mesmo que não tenha mais fisicamente, ali ela está. E daí do nada, no meio de uma conversa aleatória, bum. Quase que como um gps quando "você chegou ao seu destino" Você está bloqueada!
Dói saber que você não saberá mais dele, dói saber que por alguma coisa dentro da cabeça da pessoa, você não é mais bem vinda ali. É muito difícil aceitar isso, porém, é um crescimento saber aceitar que você não é mais querida no recinto.
E entender que pode não ser total culpa sua (isso eu já aprendi, já parei de sofrer e achar que tudo era culpa minha quando não era, já me culpei e me julguei muito) Não sabemos e nunca saberemos o que se passa dentro da cabeça da outra pessoa e a única coisa que podemos fazer é dar um piti e quebrar a cara dele é aceitar, entender e seguir em frente.
Aí você que lê pensa, ai Karina, que desnecessário esse post, pra que falar de coisa deprimida. Porque coisas deprimidas também fazem parte da vida de qualquer ser humano, porque não somos felizes o tempo todo, porque eu sinto a necessidade em escrever o que sinto e me faz um bem danado tudo isso. Porque quando eu escrevo tiro de dentro do peito aquela bola baforosa que aperta lá no fundinho e me dá vontade de mandar tudo a merda e viver dançando feliz pelo resto da minha vida. Só por isso, e se o intuito é falar somente sobre coisas bonitas e felizes, esse intuito não existe aqui nesse cantinho. Porque aprendo com a dor a viver uma vida feliz, porque não me apego a tristezas, elas passam, porque uso tudo isso como inspiração pra mim mesma a seguir conquistando. Porque amanhã quando eu acordar eu já vou ter chorado e a tarde vou beber cerveja com meu amigo e dar boas risadas seguindo nosso cronograma da supersemana e rir da minha própria cara por ter passado por isso.
Quando um relacionamento termina já é uma dureza ter que lidar com a saudade, a falta, a rotina que tinham e com as lembranças boas que ficam cavucando na memória e no peito. Principalmente quando ambas as partes dançavam seus amores e tinham em comum várias músicas que os levavam a altas horas da madrugada numa pistinha a dois.
Quando tudo isso termina, fica essa melancolia que nos obriga a não gostar por um tempo mais de músicas e ter medo de ouvir qualquer coisa que os faça lembrar aqueles momentos tão delicioso e mágicos.
Então viramos uma pedra, começamos a ouvir qualquer música idiota que sempre repudiávamos pra sair daquela batida que lembrava aquela música X. Ou sonhamos em encontrar um novo amor que não goste de música por simplesmente não precisar passar por essa malvadeza sonora num término de relacionamento dolorido.
Tão engraçado como ouvir música capta momentos muito mais intensos do que uma fotografia né? Dói muito mais lembrar da pessoa por uma melodia bonita do que aquela selfie toda cagada que a gente posta no Instagram. rs
E quando isso acontece, as lágrimas enchem os olhos e o peito aperta e viramos estátuas por um tempo, nunca mais ouvindo nada até essa chatice de luto passar. Até pagode a gente ouve pra abstrair essa coisa. a parte do pagode é brincadeira tá?
Pois então, eu já tentei todas as técnicas pra poder lutar contra isso e fazer com que esse aperto passe num só instante: Encarar frente a frente a playlist do casal ex talvez e seguir adiante.
TERAPIA DE CHOQUE MUSICAL
Vamos lá, como funciona isso?
Faça uma playlist com as 10 mais ouvidas na pistinha romântica e ouça do começo ao fim 3 vezes.
Na primeira vez é difícil, já vou avisando pra ninguém depois vir choramingando e reclamando pra mim.
Na segunda já fica mais ok, vc ainda sofre, mas já está mais tranquilo.
Na terceira e nas próximas você já está um pouco mais forte e já dá pra sobreviver, tira um peso de si mesma e segue em frente pra poder resolver outras questões.
Eu confessso que foi muito difícil ouvir tudo, mas vamos que vamos porque gente que não gosta de música não serve nem pra ser amigo, né não?
De uns tempos pra cá eu sinto que meu Eu aqui dentro sem riparagem, mas é que parece que tem um ser extraterreste dentro de mim ás vezes mesmo se debulha e se mistura junto com meu eu Karina que eu chego a duvidar se sou et ou sou Karina. Eu já fui uma pessoa calma (?) porém sinto um turbilhão me consumindo em momentos específicos onde ou eu explodo ou explodo e isso ja prejudicou muitas pessoas que conviveram comigo.
Tento trabalhar diariamente para conseguir administrar esse et antes que ele aponte o dedo e diga et minha casa e saia por aí brigando com todo mundo, sou muito ansiosa, estou muito ansiosa e isso tem me feito um mal muito grande. Tenho sérias crises de ansiedade, não durmo muito bem, já quebrei dente de tanto comer dedo, meu cabelo uma época caiu demais também e passei a não comer direito pois a fome nunca me vinha ou comia demais e por consequência ganhava peso. Estou sendo a pessoa mais aberta possível pois conheço muita gente que sofre calado desse mal, que sofre num tanto que chega a entrar numa deprê tão grande onde não consegue sair sozinha mais.
Fui descobrindo a raiz do problema de tanta ansiedade a troco de nada. Obvio que não sei tudo o tempo todo pois ela ainda persiste, mas fui aprendendo a lidar com os sintomas antes que eles aflorassem e isso mudou praticamente muito a minha vida.
Descobri o que funcionava pra mim, Respiração, caminhar, ler, escrever, ter meus 5 minutos sozinha, ficar quieta, isso tudo me ajudou muito e obvio que com o tempo a vida vai mudando e os probleminhas vem junto de outras formas e a maneira como você vai adequando vai mudando junto também.
Hoje, me vejo num limbo de eu antes, quem me conhece sabe, e eu agora. Nunca é fácil, mas está mais fácil agora conviver comigo e meus ets do que antes onde não sabia qual era o problema.
Meu cabelo não cai mais, tenho unhas de novo e é óbvio que as vezes ainda tenho minhas explosões, mas são mais conscientes.
Lidar com a gente mesmo nunca é fácil, porém começar a admitir que tem q lidar e mudar já é um grande passo para a evolução.
Um dia eu parei pra pensar em quantas pessoas temos ao nosso lado de verdade, naquela velha frase: "Na alegria ou na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe" . E temos pouquíssimas. Posso contar em uma só mão e dizer com o peito estufado que eu tenho uma muito grande assim pra eu chamar de minha, não só minha, mas do mundo, ela vive pro mundo, não é propriedade minha e me escolheu, assim como eu a escolhi para estar ao meu lado em qualquer lugar desse mundo que a gente estiver. Estamos e somos tão conectadas que a distância nunca nos doeu.
Estávamos conversando outro dia e pedi pra ela me escrever um texto, pedi que tirasse de dentro o que ela sentia, escrever sempre ajuda a aliviar algumas dores de nós mesmos, e ela me mandou essa maravilhosidade e me sinto na honra de compartilhar com vocês um desabafo sobre ela mesma, tão estimulante, tão grandioso pra já começar a semana com o ar explodindo de dentro dos pulmões ... Respira fundo e lê!
"Engraçado escrever sobre a gente né? Escrevo e
leio muito, mas não sou dada a escrever abertamente sobre mim. Talvez seja esse
meu grande segredo, ou minha grande terapia, o meu diário.
Morar longe de casa não é fácil, são escolhas
que se faz. Aos 20, tudo é experiência, conhecimento, cultura, tudo “pra usar
lá na frente”. E lá na frente tô eu aqui de novo, do outro lado do mundo,
estudando, morando, trabalhando, vivendo, convivendo, experenciando, conhecendo.
Uma alegria ter conquistado esse sonho. Muitos sentimentos. Gratidão, alegria,
lembranças, saudade, esperança, vontade, futuro. Isso, “estou no futuro”, diz
minha amiga desde que comecei esse ano na Índia. E quantos mares desbravei
desde então.
Tudo é novidade, tudo é lindo, tudo é novo, o
azul é mais azul, o verde é mais verde, o amor é mais amor, as pessoas são mais
pessoas, você é mais você.
E estar 100% do tempo com você, é desafiador.
Lindo, novo, forte, muito forte. Intenso. Seu. Mas também silencioso por
demais e muitas vezes só por demais. Você caminha sozinha, é só você. Você
dormiu bem, é só você. Você perdeu a hora, é só você. Você teve dor, é só você.
Você conquistou algo lindo, é só você. Incrível como notei que ninguém vibra
mais por você do que você mesmo.
E quando dá aquela tristeza, aquele momento de
“Puta que pariu, começar tudo de novo? Será que estou fazendo certo? Será que
foi um surto psicótico e só fiz loucura? Será que é aqui que meu amor está?
Será que é aqui que eu quero ficar?” É. E se uma hora não mais o for, irei para
outro lugar onde vibre o coração, em que eu possa ser cada vez mais eu, onde houver
uma nova oportunidade de experiência, cultura, crescimento. Isso, crescimento.
Porque é essa a melhor parte de estar longe de casa nessa jornada sabe-lá-pra-onde. "
Eu amo tanto essa garota que fiz um playlist pra ela dançar minhas músicas por onde quer que ela vá nesse mundão da vida!
Só dar Play e dançar junto.
Amou tanto, tanto que doeu tanto. Optou pelo caminho que parecia ser mais fácil. Decidiu nunca mais sofrer e expurgou a dor até deixar de sentir. Até esquecer. Até não saber mais como sentir. Até não saber mais como sentir quase nada.
Volta e meia se deparava com as inconvenientes lembranças do sentimento enterrado. Às vezes vacilava, mas sempre conseguia colocar uma nova pá de cal.
Depois o tempo (sempre o tempo) foi diluindo qualquer boa lembrança do amor falecido, sobrou o medo e uma razão descabida, exagerada para tudo quanto fosse emoção. Mas foi como se nada de importante acontecesse, como um choque, se deparou novamente com a aflição e deleite de viver como quem está sempre pronto para te fazer sorrir.
Lembrou como é bom se doar de graça, dormir pouco mesmo tendo que acordar cedo, ceder sem sentir dor, mudar de opinião, admirar imperfeições, sorrir à toa, dormir suspirando, lembrar do outro pelo cheiro.
E ai vem um outro golpe, uma rastreira sem aviso prévio. Outra vez aquele buraco profundo que surge no chão, engole e leva para o vazio.
Doeu, dói. Não dava pra enterrar dessa vez. Não dava pra comprar um sapato, mudar de cidade, mudar o cabelo, pintar as paredes, mudar de profissão. Precisou assumir a dor, deixá-la transparecer no olhar, nos gestos, na boca do estômago. Como gente grande, que não mostra, mas também não esconde as cicatrizes.
Sem certezas, com as pernas fracas e ainda algumas mil lágimas atrás dos olhos, desistiu de desistir.
Deseja então, profundamente, no futuro fazer ou tentar se fazer feliz sem hesitar. Nem que seja só enquanto durar. Nem que seja até doer outra vez. E dói.....