terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Quando o dia acordou cinza.


Talvez eu esteja um pouco exagerada hoje.
Segunda esquisita, tudo esquisito. Meio revirado, sabe. 

Já acordo com David Bowie voltando pra Marte, um acidente de cantor brasileiro famoso onde envolveu morte de pessoas da minha família e uma situação constrangedora que me acarretou. 

Um longo dia um dia onde todo meu coração, apaixonado, deixou-se levar por milhões de emoções. Todas juntas e onde não consigo mais explicar nada do que eu estou sentindo.

Hoje o dia amanheceu cinza. Triste.

Não posso dizer, mentir, que a ida do Bowie não mexeu comigo. 
Me apaixonei por ele aos 6 anos. E desde então eu vivo ao som de tudo que aparece com seu nome.
Sempre foi trilha sonora de vida pra mim, como se estivesse ali presente, ali perto, como se o conhecesse e fizesse parte de mim. 
Eu vivi, ouvi, dancei muito. E hoje, sinto a tristeza da sua morte. 

Desde a morte de José Saramago, nenhuma outra morte mexeu tanto comigo assim.
Hoje eu chorei, chorei por alguns motivos específicos, chorei por Bowie, pela minha filha, chorei pelas mortes trágicas que me aconteceram, chorei por mim, pela minha situação, chorei pelo mundo chorando por um só coração. Chorei de emoção, chorei por raiva, por medo, por ciúmes e por amor. 
Hoje eu chorei rios. Não que seja uma coisa ruim, não sabemos, mas chorei. 

Me lembrei muito do post que fiz AQUI no dia em que o Saramago estava sendo velado em 2010. 
E como em 2010 repito a mesma frase que escrevi: "que apesar de tudo, acho que ele morreu feliz porque escreveu até o fim da vida!" 

O mundo, a arte, a música, todos nós e eu sentimos muito.

Hoje eu morri um pouquinho também. 

* * * 



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