quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sentidos

A ÁGUA 
 
A CAMA

A LUA

O CÉU

O MAR

A LIBERDADE

A VIAGEM

LÁ FORA

O ABRAÇO

O AMOR

O SEXO

O CAFÉ DE MANHÃ

SOLIDÃO

 SONO

Tudo isso é vida....

...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fratura exposta


É aqui que eu vivo, nasci e cresci em São Paulo.
E só a gente sabe o quanto essa cidade pode derrubar e acabar com uma pessoa.

E é aqui, nessa cidade que sinto mais uma vez meu coração esmigallhado, despedaçado, doído, doente.
Não tem por onde fugir, a cidade é grande, você é consumida por ela. E ela te consome.

E quanto mais se tenta correr, mais ela te encontra. Não tem jeito, de uma forma ou de outra você é destruida

Eu não quero mais te ver, não quero te encontrar, eu não consigo... Some, vai embora de mim.
Você não vai né? Nunca foi na real, sempre esteve aqui, me rodeando.
(e vai continuar a estar, para sempre que eu sei)
Não me massacra mais, deixa eu viver em você tranquila, deixe que as oportunidades cheguem a mim, me deixa em paz! Deixe eu ser feliz por favor...

Não me encontre, não toque nos meus dedos, não me abrace mais.

Eu te amo (como gostaria que fosse ao contrário).

SP




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Escolhas.

Sumi por uns dias, peguei um filminho pra produzir junto com a minha companheira/fiel escudeira Roberta Boromello. Voltar ao set depois de tanto tempo é tão bom!

Recebi um email, vamos assim dizer, desesperado de uma mãe amiga que não está conseguindo lidar com a vida materna X separação X trabalho. Eu ia responder diretamente pra ela mas achei legal fazer um post sobre pois aprendi a lidar muito bem com essa situação sem torná-la um sofrimento pra ambas as partes e tb já recebi vários emails de outras mães com a mesma dúvida. Como não se sentir uma péssima mãe por não estar 24 horas por dia presente.
Contando um pouco da minha experiência em relação a isso, acho que serve como um conforto também pra outras mães que estão passando por esse momento, que eu sei, é muito difícil, como não se sentir uma bosta de mãe, como lidar com a separação de uma forma que não afete os filhos, como ter que ir trabalhar e deixar o filho em período integral na escola, ou mesmo, optar por não ficar com o filho pois precisa trabalhar e ele viver com o pai (no meu caso).
Passei por tudo isso, já faz um ano, ainda é difícil ficar longe da minha filha a semana toda e só vê-la nos finais de semana, isso se eu nao estiver trabalhando como aconteceu nesse final de semana que passou. Eu tive que trabalhar e não a vi ainda.
A separação é muito difícil, o segredo da vida é conseguir ter um bom relacionamento com o ex e sua família. Eu tive essa sorte, minha filha vive com os avós e o pai agora. Já mencionei sobre isso em algum post.
No começo os filhos sentem mesmo, eles ficam mais agressivos, batem nos amigos da escola, mas com o tempo isso passa, eles se adaptão rápido a novas situações, eles estão aprendendo sobre a vida e se adaptando com tudo que acontece em volta deles. É sempre bom conversar, mostrar coisas boas sempre, estar presente o máximo que puder, no meu caso, tento estar presente o máximo que eu posso estar. Os finais de semana são sempre dela, haja o que houver, só quando preciso trabalhar, aí não tem escolha, preciso e tento compensar essa falta em outros dias. Ela sabe, ela sente falta, mas aos 4 anos ela entende que a mãe dela a ama demais, e ela me ama também, mesmo não estando presente sempre.
Somos uma geração de workaholics, trabalhamos demais, curtimos de menos e com filhos, fica tudo mais difícil e confuso, precisamos fazer escolhas. Mas qual é a melhor escolha?
Aí vai de cada um, descobrir e se ajustar a uma nova vida, ou de trabalho, ou de separação, se ajustar para que todas as partes saiam bem e é claro, tudo que é novo da trabalho, é difícil, mas com o tempo fica mais fácil. Dói menos.
Se a opção for deixar o filho 10 horas por dia na escola, deixe, você precisa trabalhar não precisa? Então faça disso uma coisa legal, se divirta, crie uma rotina bacana, não sofra, acorde feliz, leve o filho até a escola, diga coisas bonitas, trabalhe, volte para buscar e aproveite cada momento junto.
Nossos filhos nos amam independente do que aconteça.
Minha mãe me teve muito jovem, sempre trabalhou fora, morou anos fora, fui criada pelos meus avós e sempre amei ela igual, levo como exemplo sabe.
Um dia eles crescem e vão te admirar muito pelo esforço e garra, de uma mãe que lutou pra dar amor e atenção o máximo que pode.

Não tenha medo! Respira fundo e vai!

Bom dia!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A minha família normal.

E no final de semana minha irmã menor vira e pergunta: "Porque não podemos ter uma família normal? Porque se somos uma família, não moramos todos juntos pelo menos no mesmo país?"

Mas o que é uma família normal?

Sim, a minha família é normal, dentro, é claro, de todo nosso lifestyle.

Mas fica a pergunta, o que é uma família normal? Daquelas que vemos na tv, americanizadas, que tem pai que trabalha fora e mãe dona de casa... Tudo bem se sua família é assim, mas o que mais preocupa é, que tipo de padrão de família estão colocando na cabeça dos nossos filhos. Esse?
Temos todos que ser iguais?

Minha família é mais que normal, pela primeira vez em anos, estamos morando no mesmo país exceto minha irmã do meio que continua em Lisboa pois ela vive com a mãe e tem 14 anos.
Minha mãe voltou a morar no Brasil em fevereiro depois de uma temporada longa de anos vivendo fora por conta do trabalho do meu padrasto, último país, Cazactão.
Meu padrasto voltou de lá há um mês para ficar. Pronto. Todos de volta!
Glorinha, minha irmã das perguntas, nasceu em Portugal, passou seu primeiro e segundo aniversário com a minha outra irmã que vive lá, três e quatro anos passou aqui no Brasil comigo, a irmã mais velha, cinco anos passou sem nenhuma das irmãs pois estava morando no Cazac, e aos seis anos, pela primeira vez, as duas irmãs juntas comemorando. Acho que ela ficou confusa.
Fora que ela é tia da Maria que tem apenas um ano e meio a menos do que ela.

Eu moro sozinha, Maria mora com o pai. Mas nos finais de semana todos nos juntamos e formamos uma enorme família. Como fizemos nesse último feriado, estávamos, pela primeira vez em tempos, a família toda completa.
Todos no mesmo país, na mesma casa, aquela confusão de manhã, aqueles almoços barulhentos e conturbados, fila pro banho, bagunça pela casa (da mamis), passeios, etc. Até no sábado quando minha irmã do meio voltou pra sua terra.
E no domingo, eu voltei pra casa e Maria pra casa dela.
Glorinha continuou em casa com a minha mãe e meu padrasto.

E até o próximo final de semana normal Glorinha... =)

Raparigas

Mais raparigas

Até logo mana! @afilipa

Pai e mana.

Fotos lindas do dia.

Love In A Trashcan by The Raveonettes on Grooveshark


BILLABONG EUROPEAN ROADTRIP SPRING 2012
















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É lindo!

sábado, 8 de setembro de 2012