segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Escolhas.

Sumi por uns dias, peguei um filminho pra produzir junto com a minha companheira/fiel escudeira Roberta Boromello. Voltar ao set depois de tanto tempo é tão bom!

Recebi um email, vamos assim dizer, desesperado de uma mãe amiga que não está conseguindo lidar com a vida materna X separação X trabalho. Eu ia responder diretamente pra ela mas achei legal fazer um post sobre pois aprendi a lidar muito bem com essa situação sem torná-la um sofrimento pra ambas as partes e tb já recebi vários emails de outras mães com a mesma dúvida. Como não se sentir uma péssima mãe por não estar 24 horas por dia presente.
Contando um pouco da minha experiência em relação a isso, acho que serve como um conforto também pra outras mães que estão passando por esse momento, que eu sei, é muito difícil, como não se sentir uma bosta de mãe, como lidar com a separação de uma forma que não afete os filhos, como ter que ir trabalhar e deixar o filho em período integral na escola, ou mesmo, optar por não ficar com o filho pois precisa trabalhar e ele viver com o pai (no meu caso).
Passei por tudo isso, já faz um ano, ainda é difícil ficar longe da minha filha a semana toda e só vê-la nos finais de semana, isso se eu nao estiver trabalhando como aconteceu nesse final de semana que passou. Eu tive que trabalhar e não a vi ainda.
A separação é muito difícil, o segredo da vida é conseguir ter um bom relacionamento com o ex e sua família. Eu tive essa sorte, minha filha vive com os avós e o pai agora. Já mencionei sobre isso em algum post.
No começo os filhos sentem mesmo, eles ficam mais agressivos, batem nos amigos da escola, mas com o tempo isso passa, eles se adaptão rápido a novas situações, eles estão aprendendo sobre a vida e se adaptando com tudo que acontece em volta deles. É sempre bom conversar, mostrar coisas boas sempre, estar presente o máximo que puder, no meu caso, tento estar presente o máximo que eu posso estar. Os finais de semana são sempre dela, haja o que houver, só quando preciso trabalhar, aí não tem escolha, preciso e tento compensar essa falta em outros dias. Ela sabe, ela sente falta, mas aos 4 anos ela entende que a mãe dela a ama demais, e ela me ama também, mesmo não estando presente sempre.
Somos uma geração de workaholics, trabalhamos demais, curtimos de menos e com filhos, fica tudo mais difícil e confuso, precisamos fazer escolhas. Mas qual é a melhor escolha?
Aí vai de cada um, descobrir e se ajustar a uma nova vida, ou de trabalho, ou de separação, se ajustar para que todas as partes saiam bem e é claro, tudo que é novo da trabalho, é difícil, mas com o tempo fica mais fácil. Dói menos.
Se a opção for deixar o filho 10 horas por dia na escola, deixe, você precisa trabalhar não precisa? Então faça disso uma coisa legal, se divirta, crie uma rotina bacana, não sofra, acorde feliz, leve o filho até a escola, diga coisas bonitas, trabalhe, volte para buscar e aproveite cada momento junto.
Nossos filhos nos amam independente do que aconteça.
Minha mãe me teve muito jovem, sempre trabalhou fora, morou anos fora, fui criada pelos meus avós e sempre amei ela igual, levo como exemplo sabe.
Um dia eles crescem e vão te admirar muito pelo esforço e garra, de uma mãe que lutou pra dar amor e atenção o máximo que pode.

Não tenha medo! Respira fundo e vai!

Bom dia!

Um comentário:

Isabelle Tavares disse...

Gostei muito desse post.
Me deu mais animo pra seguir em frente! É isso mesmo que temos que fazer, continuar amando nossos filhos ao máximo mesmo que o tempo seja curto. Te admiro muito!